11/05/2008 – EMPRESAS PORTUGUESAS INVESTIRÃO NA BAHIA.


11/05/2008 – EMPRESAS PORTUGUESAS INVESTIRÃO NA BAHIA.

A Bahia é já um dos principais destinos para os investimentos portugueses na Brasil. Nos próximos três anos, o volume de recursos deverá rondar os 3 bilhões de reais, de acordo com estimativa anunciada no II Seminário de Oportunidades de Negócios, promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil- Bahia, que terminou neste domingo na Praia da Forte.

Participaram do evento cerca de 450 pessoas, em representação de mais de uma centena de empresas portuguesas e brasileiras, além de diversos membros do governo do estado, e lideranças das Câmaras Portuguesas, entre elas o presidente do Conselho das Câmaras, Rómulo Alexandre Soares, e António Carrelhas, um dos fundadores da rede de promoção empresarial e comercial.

Em declarações ao Portugal Digital, o presidente da Câmara Portuguesa na Bahia, Eduardo Salles, enfatizou o “grande sucesso” do seminário, que, destacou, “superou muito” o do ano passado, quer pelo número de presenças, quer pela agenda e qualidade das intervenções.

Palestras, apresentação de empresas e uma “roda de negócios” foram os pontos altos do Seminário, iniciado sexta-feira à noite e que decorreu até este domingo, com a participação de grandes grupos empresariais portugueses e brasileiros.

Um evento que distinguiu também o governador da Bahia, Jacques Wagner, o embaixador de Portugal, Seixas da Costa, e os presidentes da construtora portuguesa Lena, António Barroca, e da empreiteira brasileira Bento Pedroso-Odebrecht, André Amaro.

Mais investimentos e mais comércio

Segundo os organizadores do Seminário, os investimentos portugueses na Bahia registram assinalável crescimento e diversificação, desde a cordoaria, indústria de moldes, agro-pecuária e cimentos à construção civil e turismo. O setor de turismo tem captado, de acordo com Eduardo Salles, cerca de um terço do total dos recursos lusos no estado nordestino.

O grupo Lena deverá anunciar, em breve, investimento de US$ 220 milhões de dólares num resort no litoral norte do estado, junto ao rio Jacuípe.

De acordo com o presidente da Câmara Portuguesa da Bahia, o governador Jaques Wagner tem-se empenhado pessoalmente na solução de alguns obstáculos, sobretudo de natureza ambiental, em grandes empreendimentos, como, por exemplo, o do resort Warapuru, da família Vaz Guedes, em Itacaré, ou a construção de um hotel de bandeira Hilton, da empresa portuguesa Imocon, frente ao Mercado Central, em Salvador. “Os problemas existem, mas o apoio pessoal do governador tem sido fundamental para a sua solução”, diz Sales.

Nos últimos cinco anos, de acordo com dados da Câmara de Comércio, as importações feitas pela Bahia com origem em Portugal aumentaram 100 por cento, enquanto as exportações para Portugal cresceram 364 por cento. Fundamentalmente, a Bahia vende a Portugal petróleo, algodão, soja e frutas. De Portugal, o estado compra produtos tradicionais, como azeite, bacalhau e vinhos.

Esta cenário de trocas comerciais poderá alterar-se nos próximos tempos, afirma Eduardo Salles. Portugal, avalia, tem outros produtos, de alta tecnologia, que poderão interessar à Bahia. Os investimentos em infra-estrutura, como concessões rodoviárias, ferrovias e construção estão também no foco de vários grupos portugueses.

Em declarações ao Portugal Digital, o prefeito de Camaçari, o pólo petroquímico da Bahia, destacou a “boa parceria” existente com empresas portuguesas. “São parcerias, diz Luiz Caetano, em que ganha a comunidade e ganham os investidores”.

A ausência

Apesar do elevado número de empresas participantes no Seminário, uma das ausências mais notadas foi a da Aicep – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que, no Brasil, tem sede em São Paulo.

De acordo com Eduardo Salles, depois do regresso a Portugal, o ano passado, do ex-diretor da Aicep no Brasil, João Mota Pinto, não houve qualquer contato daquela entidade, tutelada pelo Ministério da Economia, com os dirigentes das câmaras luso-brasileiras no Brasil. “Até hoje, a substituta de Mota Pinto em momento algum nos contatou, nem por telefone. Até agora, nenhuma ligação”.

Um silêncio e uma ausência que surpreendem dado o importante papel das câmaras portuguesas na promoção das relações econômicas e comerciais entre os dois países e a importância estratégica do Brasil para Portugal, como tem sido salientado pelo próprio presidente da Aicep, Basílio Horta.

Fonte: Portugal Digital – Brasil/Portugal

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